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sábado, 25 de abril de 2009

RELATÓRIO SUGERE MUDANÇAS NA FUNDAÇÃO BIENAL...


O relatório da curadoria da 28ª Bienal de São Paulo, dirigido à própria Fundação Bienal, sugere "revisão do modelo administrativo da fundação", que passa por crise política, tem dívidas de mais de R$ 4 milhões e ainda não garantiu a participação do Brasil na Bienal de Veneza.


O documento assinado pelos curadores Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen é uma compilação de discussões desenvolvidas em três séries de conferências desenvolvidas antes e durante a Bienal, que ocorreu entre 26 de outubro e 6 de dezembro de 2008 e ficou conhecida como Bienal do Vazio e foi marcada por uma invasão de pichadores no dia da abertura.


A produção desse relatório era prevista desde o início do projeto "Em Vivo Contato" para a 28ª Bienal, que pretendia levar para dentro da própria exposição a discussão sobre seu modelo, com a exposição de catálogos de outras bienais e debates ao longo da mostra. "Nossa idéia é que ao final da 28ª Bienal seja produzido um documento a ser encaminhado para a fundação com algumas sugestões e recomendações que nós do meio artístico brasileiro fazemos. A execução disso cabe à Fundação Bienal. Pretendemos tomar esta Bienal como um espaço de discussão e de sistematização dessas críticas e questões", explicou Ivo Mesquita em entrevista ao UOL antes do início da exposição.


As sugestões do relatório da curadoria são bastante objetivas quando levantam a necessidade de transformações nos métodos administrativos da instituição, presidida por Manoel Pires da Costa, que deve deixar o cargo em breve, mas ainda sem nome confirmado para substituí-lo.


"A revisão da estrutura organizacional e do modelo de gestão administrativa da Fundação Bienal, que apareceu diversas vezes ao longo do debate como algo urgente, deve ter como objetivo imprimir racionalidade, planejamento e um caráter programático para tornar efetiva e sistemática a realização da exposição Bienal, adotando métodos e procedimentos transparentes, orçamentos controlados e realistas, e buscando eficiência e aprimoramento na implementação dos objetivos prioritários da instituição", destaca o relatório.De forma geral, o relatório reafirma a importância da exposição no cenário artístico nacional, mas indica que mudanças em seu modelo são fundamentais.


"O futuro da exposição Bienal passa por reformas profundas na Fundação Bienal, que dependem, sobretudo, da atuação de sua diretoria e do seu conselho, mais do que da curadoria. Há uma pergunta que a comunidade artística gostaria de fazer, a cada conselheiro da Fundação: Qual o seu papel dentro da instituição? Foi sugerido que a Fundação Bienal deveria possuir um código de obrigações e procedimentos para seus conselheiros", destaca o item relativo às recomendações do "Ciclo A Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro - Memória e Projeção"."Não há como negar que os objetivos a que a mostra periódica criada em 1951 se propunha, foram plenamente alcançados: São Paulo é um centro artístico internacional e os artistas brasileiros são participantes ativos no circuito globalizado das artes visuais hoje. Que papel pode, então, ter agora a Bienal de São Paulo diante de uma nova ordem profissional, técnica, econômica, institucional que ela própria ajudou a construir aqui e serviu de modelo em outros lugares?", questiona o documento em sua conclusão.


Com participações de artistas, críticos e curadores brasileiros e estrangeiros, as conferências "Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro - Memória e Projeção", "Backstage" e "Bienais, bienais, bienais" procuraram discutir o papel da Bienal de São Paulo no contexto nacional e seu modelo, em comparação a outros eventos artísticos mundiais.




domingo, 22 de fevereiro de 2009

LIVRO DE CRÍTICO DE ARTE INDICA 77 ARTISTAS BRASILEIROS MAIS RELEVANTES

Retirado da Folha on line

Divulgação
Escultura em chumbo do artista Paulo Monteiro, feita em 1992


No livro que acaba de lançar, "Arte Brasileira Contemporânea - Um Prelúdio", o crítico Paulo Sergio Duarte, radicado no Rio, elenca os nomes que julga mais relevantes na arte contemporânea do país, entre consagrados e jovens em ascensão, num dicionário visual que inclui um bom DVD a cargo do cineasta Murilo Salles.

Estão lado a lado verbetes sobre os ditos seminais Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape, os colegas de geração do autor, como Carlos Vergara, Antonio Dias, José Resende, Carmela Gross e Tunga, além dos jovens Thiago Rocha Pitta, Marcelo Cidade, Laura Erber, Renata Lucas e Tatiana Blass.

"O recorte foi feito para fazer interagir uma produção mais jovem com outra historicamente situada", diz Duarte, 62. "A ideia é dar perspectiva histórica à arte contemporânea."

Um soco inglês duplicado e folheado a ouro, obra do jovem Marcelo Cidade reproduzida no livro, ilustra essa ideia. Chamado "Amor e Ódio a Lygia Clark", o trabalho atualiza o legado da estética relacional, moldado pela fricção entre histórico e contemporâneo, que Duarte, querendo ou não, imprime nas páginas do livro.

"O que se faz hoje não está dissociado de uma pequena, jovem, porém interessante, tradição", diz Duarte, que foi curador da Bienal do Mercosul, em 2005, e é professor da Universidade Candido Mendes, no Rio.

Depois de reduzir uma lista de 300 nomes aos 77 finais, num recorte que, adverte, é "arbitrário e excludente", Duarte constatou que o que se faz hoje, apesar de marcado pela urgência urbana e por preocupações arquitetônicas, está mais leve.

"Digamos que há menos angústia", afirma Duarte. "O peso da angústia é menor do que na arte moderna, movida por ela."

Dos "Penetráveis" de Oiticica às pesquisas arquitetônicas de Renata Lucas, Cidade e Joana Csekö, Duarte mostra a evolução de uma arte de carga político-visceral até a ironia atual, mais egocêntrica, mas nem por isso menos relevante.

E ele não está sozinho. Numa série de entrevistas ao crítico, a curadora Lisette Lagnado constata a "saída da menoridade da arte brasileira" e revela que a passividade do artista nunca lhe "caiu bem", enquanto Ivo Mesquita, curador da última Bienal de São Paulo, diz que "tudo ficou mais fácil".

ARTE BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA - UM PRELÚDIO


Autor: Paulo Sergio DuarteEditora: Silvia Roesler Edições de Arte

Onde comprar: disponível nas livrarias Travessa, no Rio, e, em breve, em livrarias de arte em SP

Quanto: R$ 150 (300 págs.)


domingo, 15 de fevereiro de 2009

MUSEU VICTOR MEIRELLES INICIA AS ATIVIDADES DA AGENDA CULTURAL 2009

Victor Meirelles, Estudo de Traje Italiano, circa 1854-1856, óleo sobre papel, 20,6 x 16,6 cm


O Museu Victor Meirelles, em Florianópolis, dá início a sua Agenda Cultural 2009 com uma atividade em homenagem ao artista Victor Meirelles de Lima (1832-1903), falecido em 22 de fevereiro, num domingo de Carnaval. A palestra “O mundo que cabe no grão de lentilha”, com a professora doutora Rosângela Miranda Cherem, tem como tema a relação da obra Estudo de Traje Italiano com outros pintores da América Latina, situados entre meados do século XIX e a primeira metade do XX, tais como Epifânio Caicedo, Antônio Salas Aviles, Hermenegildo Bustos, Carlos Correa, Hector Poleo, Antônio Berni, Raquel Forner, dentre outros.


A partir deste campo plástico a palestrante abordará algumas importantes implicações teóricas provenientes da relação da obra de arte com o tempo e a sobrevivência das formas, conforme Georges Didi-Huberman, e, também, uma aproximação com Hubert Damisch. Sobre a palestrante: Doutora em História pela USP (1998) e Doutora em Literatura pela UFSC (2006); Profª. Adjunta de História e Teoria da Arte no Curso Artes Plásticas e Mestrado em Artes Visuais no Centro de Artes da UDESC (Florianópolis, Brasil); coordenadora do Grupo de estudos de Percepções e Sensibilidades (cadastrado no CNPQ); possui pesquisas e publicações sobre História das Sensibilidades e Percepções Modernas e Contemporâneas; atualmente desenvolve pesquisa intitulada Corpus e opus, premeditações para uma história e teoria da pintura na América Latina.


O quê: Palestra “O mundo que cabe no grão de lentilha”, com a professora doutora Rosângela Miranda Cherem

Quando: 20 de fevereiro de 2009, às 15h

Onde: Sala Multiuso do MVM.

Quanto: entrada gratuita.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

MOSTRA COMEMORATIVA DO CENTENÁRIO DO CINEMA POLACO



Uma boa pedida para quem está ou viaja para Brasília é a mostra referente ao centenário do cinema polonês que fica em cartaz de 10 de fevereiro a 1º de março, no Centro Cultural Banco do Brasil. Depois disso a mostra segue para outras cidades. As ações em comemoração aos 100 anos da indústria cinematográfica na Polônia estão sendo apresentadas pela primeira vez no Brasil, com curadoria da Embaixada Polonesa, que selecionou 14 trabalhos de destaque que retratam o panorama de um século de história cineasta e cultura de um País. Ilustra sua riqueza, criatividade e aspectos específicos da criação em várias épocas.

Os filmes foram desenvolvidos por cineastas reconhecidos mundialmente, como Wajda, Zanussi, Jakimowski, Bugajski, Kawalerowicz. Apoio: Embaixada da República da Polônia no Brasil, Polish Film Institute, Associação Mañana, Babel Studio.

A programação inclui filmes recentes como também uma certa retrospectiva da ficção polaca: Tchau, até Amanhã (80 min)– A Dívida (97 min) - O Homem Obstinado (78 min) – Praça do Salvador (105 min), entre outros!


O Homem Obstinado, de Henryk Szaro, (Mocny człowiek, Polônia, 1929) é um dos filmes da mostra
A mostra está sendo organizada pela Agência de Promoção Mañana, pela Babel Studio, pelo Intituto Polaco de Arte Cinematográfica e Embaixada da República da Polônia no Brasil.

A caravana começa por Brasília e Rio de Janeiro entre os dias 10 e 28 de fevereiro, seguindo para Belém, entre 10 e 18 de março, continuando até São Paulo, entre os dias 9 e 19 de abril. Até julho a mostra, a cada dez dias, estará em Goiânia, Salvador, Palmas-TO, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Erechim e Porto Alegre.

Para ver as sinopses você pode entrar aqui: http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/bsb/NoticiaDetalhe.jsp?Noticia.codigo=165311