A Fundação Cartier abriu neste último domingo, dia 5, uma retrospectiva mundial sobre o grafite com o título “Nascido nas ruas, graffiti”. Até aí tudo bem. O legal é que a instituição deu destaque a pichação paulistana com um documentário inédito sobre o tema e com uma exposição de "folhinhas" com assinaturas de famosos pichadores.
Segundo o diretor da fundação, Hervé Chandès, em entrevista para o jornal brasileiro Folha de São Paulo, essa é uma oportunidade para ampliar a discussão sobre a pichação. "Sei que é um fenômeno grande o suficiente, uma coisa única, muito específica de São Paulo, selvagem, que queremos mostrar dentro do contexto do mundo do grafite."
O documentário intitulado PIXO conta com imagens do pixador Ivson, mais conhecido como Cripta que tem horas e horas de imagens captadas de ações de pixadores. O documentário é assinado pelos irmãos Roberto T. Oliveira e João Wainer, fotógrafo da Folha.
Cripta também realizou uma pixação na fachada externa da Fundação ao lado de uma intervenção de Barry MacGee, um dos pioneiros do Grafite ameriano.