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domingo, 10 de junho de 2012

EXPOSIÇÃO DO ARTISTA JEAN SARTIEF NA GALERIA CONVIV'ART


               Nesta, quinta-feira, dia 14 de junho, às 19h, abre na galeria do Núcleo de Arte e Cultura da UFRN, NAC, a primeira exposição individual do artista potiguar Jean Sartief com um trabalho de retrospectiva de sua conhecida ação de arte de troca de mensagens.

                Sartief já participou de várias exposições coletivas em Natal e em outros estados, mas essa é a primeira vez que embarca numa proposição individual tendo como base a famosa  ação de trocas de mensagens no espaço público que tem o sugestivo e poético título PALAVRA DE UM SÓ MOMENTO PARA UM ESPÍRITO HUMANO QUE DESEJA ARDENTEMENTE.

                É dialogando com diferentes pessoas nas ruas que a proposta artística acontece.. Detalhe, o artista não escreve as mensagens, ele apenas as troca entre os passantes. A mensagem de um vai para outro e assim sucessivamente numa rede interminável.

                “Eu escuto, converso, sinto, indago, mas ao final é a pessoa que vai me escrever a mensagem que será trocada por outra e assim por diante. É esse outro, o que ele tem a dizer que me interessa. É esse olhar para si e para o mundo, um mundo que pode ser sua rua, sua casa, sua última viagem ou a briga com seu vizinho e até mesmo contra a prefeita”.

                Sartief realiza um registro fotográfico dos mais interessantes. Na exposição estarão presentes os gestos, o ato de segurar a prancheta e o ato de escrever; será possível visualizar um grande painel com mensagens (das mais de mil mensagens do projeto ele selecionou aproximadamente cem delas para a exposição).

                Jean Sartief já participou de várias exposições e sua obra de troca de mensagens aborda questões como deslocamentos urbanos, linguagens, afetividades, percepção-ativa, arte colaborativa entre outros.


                  No facebook do artista (Jean Sartief) pode ser visualizado o álbum com alguns depoimentos que ele faz sobre algumas imagens. Vale a pena. Clique aqui.




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Exposição fotográfica no metrô de SP - Multigraphias, uma fotografia é uma opinião


Doze artistas fotografaram presenças do feminino em diversas cidades que não são necessariamente as suas de origem. Essa é a proposta da exposição Multigraphias, um fotografia é uma opinião que acontece no metrô de São Paulo - Estação Artur Alvin (de 10 a 31 de dezembro) e na Estação Paraíso (de 10 a 31 de janeiro).

Milhões de pessoas vão poder refletir diariamente sobre um pouco do universo feminino, assim há registros em Anápolis, Londres, Londrina, Berlim, Olinda, São Paulo, Tijuana (México), Porto Alegre e Poços de Caldas, que não são necessariamente os locais de origem dos artistas. Essa possibilidade de deslocamento através da imagem chama atenção. Os artistas, em algum momento, sairam de sua zona de conforto, de seu território e adentraram em outras realidades para compor esse olhar sobre o feminino.

O que une todos os artistas (Jean Sartief, Elza Cohen, Ísis Fernandes, Luciana Franzolin, Joelson Bugila, Jaime Scatena, Patrícia Francisco, Rei de Souza, Tiago Spina, Ygor Raduy, Tabea Huth e a própria curadora Gabriela Canale) foi a participação no projeto Multigraphias.

Confira pelo site - http://multigraphias.com.



O quê? Exposição Multigraphias – uma fotografia é uma opinião

Onde e quando? Metrô de São Paulo. Estação Artur Alvim (10/12 a 31/12); estação Paraíso (10/01 a 31/01)

Realização: Multigraphias e Metrô de São Paulo

Curadoria: Gabriela Canale

Artistas participantes: Jean Sartief, Elza Cohen, Ísis Fernandes, Luciana Franzolin, Joelson Bugila, Patrícia Francisco, Rei de Souza, Tiago Spina, Ygor Raduy e Tabea Huth, Jaime Scatena, Gabriela Canale.

Cidades registradas: Anápolis, Londres, Londrina, Berlim, Olinda, São Paulo, Tijuana (México), Porto Alegre e Poços de Caldas.




III Semana de Artes Visuais do Curso de Artes Visuais da UFRN





A III Semana de Artes Visuais tem por objetivo congregar, complementar, atualizar e diversificar as ações de Ensino, Pesquisa e Extensão desenvolvidas no âmbito do Curso, reunindo professores, alunos, pesquisadores e artistas, locais e de outros Estados, em torno de diversas atividades: palestras, mesas-redondas, mini-cursos, oficinas, comunicações, intervenções, exposições.

CONVIDADOS

Profa. Dra. Elisa Campos: Mestre em Artes Visuais e Doutora em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG. Professora Adjunta da Escola de Belas Artes da UFMG e artista-pesquisadora com trabalhos na área de intervenção urbana.
Iaperi Araújo: Da segunda geração dos modernistas norte-rio-grandenses, Iaperi Araújo, de uma família de irmãos artistas, tem seu trabalho intimamente associado às suas pesquisas, como médico e professor da UFRN, em torno da cultura popular. Seu desenho preciso busca sintetizar a singeleza do sentimento da terra, filtrando marcas “primitivistas” por meio de sua ampla erudição.
Jean Sartief: Artista visual e poeta, com trabalhos em diversas linguagens e várias participações em exposições, eventos, projetos de arte e residências (Prêmio Interações Florestais Terra UNA), além de 4 livros de poesia publicados. Membro da equipe de arte/mediação da 8ª Bienal do Mercosul-2011.
Jomar Jackson: Com formação artística de trato acadêmico, representa um viés de rigidez técnica entre os artistas norte-rio-grandenses surgidos nos anos setenta, muito preocupados com as vanguardas modernistas. Sem, porém, descuidar-se de temáticas contundentes, o artista surpreende pela qualidade e seriedade de seu trabalho pautado num sentido clássico e atemporal.
Profa. Dra. Madalena Zaccara: Mestre em História e Civilizações e Doutora em História da Arte pela Université Toulouse II (França). Professora Associada da UFPE e Coordenadora, em Pernambuco, do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais Interinstitucional UFPE/UFPB.
Marcelo Gandhi: Graduado em Educação Artística pela UFRN. Artista com trabalhos em diversas linguagens e várias participações em exposições, museus, salões e projetos de arte, nacionais e internacionais (Projeto Rumos Itaú Cultural, Bienal Deformes-Chile, Viewprogram Drawing Center-USA).
Márcia Tresse: Artista dos anos setenta, cujo trabalho de pintura se destaca pela energia inspirada do Expressionismo e, talvez, de sua iniciação com Newton Navarro ou de suas experiências em Paris. Professora aposentada, pertenceu aos quadros dos departamentos de Educação e de Artes da UFRN, sem descuidar-se da carreira artística que segue até hoje.
Prof. Dr. Marcos Hill: Mestre em História da Arte pela Université Catholique de Louvain (Bélgica) e Doutor em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG. Professor Titular da Escola de Belas Artes da UFMG e coordenador do Centro de Experimentação e Informação de Arte (CEIA), em Belo Horizonte.
Ricardo Resende: Mestre em História da Arte pela USP. Crítico, curador e gestor com passagens pelo MAC/USP, MAM-SP, direção do Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Fortaleza) e direção do Centro de Artes Visuais da FUNARTE. Atual Diretor-Geral do Centro Cultural São Paulo.
Sânzia Pinheiro: Mestre em Ciências Sociais pela UFRN. Curadora, crítica e gestora de Artes Visuais, com experiência junto a diversas instituições (Fundação Cultural Capitania das Artes, FUNARTE, Fundação Itaú Cultural) e vários textos publicados (Catálogo da 10ª Bienal de Havana-Cuba, Bienal de Porto Santo-Portugal, coluna semanal na Tribuna do Norte).
Prof. Dr. Sebastião Pedrosa: Mestre em Arte Educação pela Birmingham Polytechnic (Inglaterra) e Doutor em Arte pela University of Central England in Birmingham (Inglaterra). Professor Associado da UFPE e artista-pesquisador com trabalhos em diversas linguagens.

terça-feira, 7 de junho de 2011

COMO AQUECER O CORAÇÃO COM UM CAPITÃO E UMA SEREIA...



Para aquecer o coração não basta a boa sensação de proteção ou ter consciência de algo pleno ou um amor correspondido. Para aquecer o coração é necessário estar aberto a todas as incertezas porque são delas que vem o movimento verdadeiro de olhar para dentro e ver as chamas se formarem. Para aquecer o coração é preciso entregar-se na imaginação e este encontro só é permitido aos aventureiros e libertários.

É justamente com base na aventura de efervescer a imaginação que o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare convida a todos, logo no início, a depreender-se da matéria e entrar no recinto sentindo os ventos, a maresia, as terras distantes e o canto dos mares e dos personagens, ou seja, embarcando na imaginação! É nesse barco que somos convidados a viajar. Assim é O Capitão e a Sereia, texto baseado na obra homônima de André Neves. Um encantamento de detalhes do começo ao fim.

A adaptação tem muitas questões dignas de aplausos. Usa de inúmeros recursos para estabelecer o diálogo entre a fábula original e várias questões contemporâneas, entre elas as relações de conflito; quem somos e quem seremos; entre a solidão e o amor, entre o individual e o coletivo; entre encontrar seu objetivo ou se perder nele. A peça é uma grande metáfora para os sonhos, a amizade e as escolhas possíveis e se vale de forma brilhante dos aspectos visuais. Parabéns ao próprio André Neves que indicou um caminho possível através das suas belíssimas ilustrações do livro.

É de estremecer o coração o figurino costurado de idéias, emoções, texturas mil, sugestões, sobreposições, costurados de indícios do texto e objetos que vão além da simples utilização como elemento cênico ou de figurino. Isso sem falar da grandiosidade da música, dos instrumentos utilizados, das toadas, cantos e sons presentes a todo o momento. Tudo é milimetricamente pensado e isso ajuda a construir e até mesmo desconstruir cada personagem com uma sintonia afiada, além de congregar todos os nossos sentidos porque por trás disso tudo tem atores maravilhosos.


A riqueza dos detalhes está presente em toda parte. Poderíamos sugerir que são materiais reciclados, precários, simples, mas não é nada disso. É a pura arte. Não valeria de nada um falso pórtico de madeira no lugar dos excelentes garrafões d’água vazios (e cheios de luz) que se pensarmos bem, cria de forma estática uma relação direta entre a sua natureza e um dos elementos principais que permeiam a peça, ou seja, a água. É nessa construção múltipla de sentidos que cada um pode realmente adentrar o universo do sonho, da magia.

Um simples giz na mão do ator dá vida a novas possibilidades de construção que são esmiuçadas com inteligência e criatividade. Isso é fantástico, como também uma teia complexa de deslocamentos geográficos e marítmicos que são resolvidos habilmente! E de repente vemos a capacidade de atuar apenas com a gesticulação da boca e de uma mão, dando vida a um peixe e uma tartaruga cativantes. Isso sem falar na simples manipulação que traz à tona o Capitão. Isso é técnica, mas também é um excelente trabalho e estudo de corpo e atuação de Camille Carvalho, César Ferrario, Renata Kaiser e Marco França. Excelente trabalho de um grupo inteiro que vai da costureira Fátima Brilhante ao diretor Fernando Yamamoto.

E olhando o mundo - literalmente disposto a nossa frente num grande mapa cheio de pequenas e grandes referências metafóricas (lá estão monstros, aborígenes, aventureiros; vulcões, o próprio Shakeaspeare - que homenagem linda! - um farol que indica os vários caminhos que se apresentarão para cada um da platéia e vários lugares excepcionalmente descritos na fala dos personagens) que nos encontramos por dentro. Bussolas de nós mesmos.

Falando em luz, parabéns ao iluminador Ronaldo Costa que a transforma em um material essencial a peça, e não só a luz, como a escuridão. É nesse jogo de contrastes em palavras, sons, música, gestos, olhares, detalhes cênicos e de figurino e em uma relação direta com o público que o grupo vai mais uma vez definindo uma linguagem e linhagem única aplaudida em todo o território, eternizando sua presença na história do teatro potiguar e nacional.

É no ato de abrir os olhos nos olhos do outro, ‘frente a frente’ aos atores, que vemos o que é ir além da técnica, do brilho, da alegria, do choro. É perceber a verdade de cada um sendo emprestada aos personagens. Fiquei imaginando milhares de coisas ao vê-los em cena. Como foi esse conflito? Como resolveram essas questões como grupo? Como chegar nesse resultado estético? E a resposta não é outra senão dedicação, dedicação, dedicação e muito trabalho. Aí, lembrei que por volta de setembro de 2009, quando o poeta Carlos Gurgel fez a primeira edição do 3 Vozes Poesia, (no qual tive alegria de participar com muito orgulho - no espaço anterior do Barracão do Clowns que ficava ali próximo do Shopping Midway) que eu pude ver os Clowns já se preparando para o Capitão e a Sereia. Lembro de ver a confecção do chapéu da tartaruga, de ver alguns materiais cênicos em pesquisa e vê-los estudando e encenando.

Isso me tomou de orgulho! Quanto crescimento e amadurecimento esses atores e o grupo inteiro passou e nos presenteiam agora, a todos nós potiguares, nordestinos e brasileiros com uma arte que não é fácil; com um trabalho no qual nem de longe imaginamos as dificuldades, as barreiras e os conflitos para exibir um sólido resultado patrocinado pela Petrobrás e logrando sonhos e prêmios em uma carreira bem sucedida.

Ao final da peça, cada personagem – em um ato carregado de simbolismo relata sua versão dos fatos e tira seu chapéu. Aqui, tiro eu o meu chapéu carregado de idéias, palavras e emoções e o entrego em deferência e homenagem a este grupo inteiro.



Às vezes, a realidade tenta nos convencer que a frieza do mundo é forte o suficiente para nos derrubar, mas a arte é a prova viva de que a imaginação supera a dor da realidade.

O Grupo Clowns de Shakespeare está disposto a provar que o verdadeiro encantamento está disponível a todos os que se dispuserem abrir o coração. Eles são a verdade da “Trupe tropega, mas não escorrega”, porque nesse caminho escorregar é muito fácil, difícil mesmo é conseguir aquecer o coração de tanta gente como eles fazem!

Jean Sartief

Em tempo - o grupo seguirá de Natal para percorrer a segunda etapa de se apresentar em outros estados do Nordeste norteando novos e antigos mares em que um Capitão, uma Sereia, seus marujos, amigos, seres encantados e toda uma equipe de trabalho fazem plena diferença no meio de tanta coisa forjada e consumada como arte.

Aqui segue a programação da peça em Aracaju, Maceió e Penedo

08 e 09 (espaço Rua da Cultura) em Aracaju;

11 e 12(teatro do SESI) em Maceió e dia 14 de junho (auditório do SINDPEN) em Penedo/AL.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SOBRE A QUESTÃO DO BEIJO GAY NA FESTA EM NATAL/RN

Há muito preconceito nesses horizontes camuflados em Natal. Lendo comentários em alguns blogs é engraçado ver como muitos se antecipam com justificativas – não sou preconceituoso ou homofóbico e em seguida vem com lógicas incoerentes e preconceituosas. São sim, muito preconceituosas. Infelizmente são pessoas que se travestem em uma fala sutil citando Deus ou crianças, mas de alto teor opressivo. O tempo contemporâneo será cada vez mais por uma luta de espaços iguais e redefinição de valores e conceitos.

Os heteros, a igreja, e todos os ditos valores morais sempre incutiram formas de opressão de todos os tipos e que fazem muitos acreditarem que seu universo é a sua zona de conforto ou disseminam uma idéia de exclusão... ‘Eles não podem fazer isso! Imagina!"... quem não lembra dos loucos que queriam exterminar um povo inteiro? 'Vamos criar um povo puro!' Já vimos essa história e a vemos a todo instante nos gays mortos com requintes de crueldade.

Há séculos, índios, negros, mulheres, nordestinos, portadores de deficiência, gays e tantos outros são forçados a acreditar numa inferioridade que não existe, assim como não existe lugar propício para um beijo gay. Todo lugar é lugar para um beijo gay. Todos temos direito a plenitude, mas alguns não querem abrir mão disso para os outros.

Não se iludam com essa questão de que as crianças estão sendo desrespeitadas. Não estão. Esse é o discurso de pais preconceitusosos, não o delas. Essas mesmas crianças vão lidar com amigos(as), colegas de trabalho, chefes, políticos, médicos gays. Essa resistência para aceitar algo que é comum e normal é ridícula.

O fato é que o beijo do casal incomodou alguém a ponto deste, possivelmente, ir reclamar com o cerimonialista e este, por sua vez, acatar um ponto de vista machista e hoje, já é constatado que toda sociedade machista é mais violenta. E a violência é manifestada de diversas formas, inclusive nesse senso errôneo e opressivo de achar que alguns têm o direito de se sentir ‘ofendidos’ e determinar regras para as minorias seja por causa de um selinho, beijo ou beijaço.

Pois bem, a discriminação e o preconceito também ofendem. Se alguém se sente ofendido por um beijo homo, então podemos nos sentir ofendidos por um beijo hetero. Sentir ofendidos, até podemos, mas não podemos limitar a liberdade de ação de cada um ou restringi-la, desde que não seja risco de vida a si ou a outros – o que não foi o caso do beijo. Queria muito ouvir a dona da festa sobre tudo isso que não tem nada a ver com o acontecido, afinal, pelo o que se consta, não foi ela quem reclamou do beijo.

Essa concepção judaico-cristã de moral ou ‘verdades implícitas’, com um Deus repressor, para mim é completamente errônea, mas as pessoas adoram se sentir aprisionadas a ignorância. São pessoas que adoram posar belos nas fotos das colunas e falar mal de todos por trás. Estas pessoas, em geral, são sexistas, etnocêntricas e homofóbicas. Entenda homofobia não somente como violência, mas um conjunto de sentimentos (aversão, raiva, ódio, desprezo, medo, desconfiança, olhar torto, desconforto, ódio, bullying etc) tão fáceis de identificar em muitos gestos e comentários por aí.

Até entendo que alguns não saibam lidar com a diferença, com a mudança da sociedade... mas a sua inabilidade em não saber lidar com isso, não vai parar a mudança na sociedade. Os direitos e deveres evoluem, esta aí o Supremo para dizer isso a todos os brasileiros e a construção de um mundo melhor, com gentileza que gera gentileza, passa fundalmentalmente pela recusa a intolerância porque por trás dessa dita moral existe uma relação de poder.

Ano passado, dei um beijo maravilhoso, longo, demorado, caliente na festa de aniversário de Cida e foi um beijo gay e ninguém influenciado por uma dita moral absolutista veio dizer "Ei, você está constrangindo fulano... Ei, aqui isso não pode!". Cida e Riccard8 sabem respeitar a diversidade, o amor, a verdade que cada um escreve do seu jeito, da sua forma, numa constante evolução e amadurecimento. A pessoa quem eu beijei é alguém que admiro muito, que gosto bastante, mas não era meu namorado, infelizmente. Beijei porque queria beijar e queríamos há muito nos beijarmos... há muito tempo, diferente até do casal da festa, há muitos anos juntos, numa relação estável. Não houve momento errado. Não houve lugar errado. Houve o amor aflorando naquele momento eu por ele e ele por mim e o mesmo aconteceu entre o casal da festa.

Essa humanidade e amor ao próximo de Cida e Riccard8 San Martini são inigualáveis e destoa totalmente dessa 'alta sociedade natalense' hipócrita, machista e preconceituosa composta por alguns que são domesticados a acreditar em consumismo, mídia e 'status' que somente os preenche de vazios substanciais na vida. Vazios tão intensos que os impedem de pensar com amor no coração e então, elas passam a querer impor regras e negações a todos porque não conseguem aceitar que muitos vivem bem seus caminhos diferenciados, com sua liberdade, com a descoberta de encontrar novas possibilidades para a vida livre de grilhões tão antigos quanto estes.

Um dos erros primordiais de tudo isso foi querer impor uma verdade e uma única visão a dois convidados. Não, meus queridos, não eram apenas dois convidados, foram milhões de convidados representados naqueles dois homens que se beijavam e todos nós já estamos cansados dessa opressão e desse discurso fundamentalista que eles estavam exagerando...

É por causa dessa mesma opressão que mulheres de todo o mundo têm ido às ruas para defender que não importa a forma como elas se vestem. Elas têm que ser respeitadas da mesma maneira. Não é porque estão vestidas da forma que querem que elas 'estavam pedindo' para serem violentadas. É essa mesma opressão que faz com que milhões de gays reunam-se nas paradas para fazer valer sua identidade, seus direitos e sua presença no mundo. É por essa mesma opressão que se luta contra a violência em todas as suas formas.

Haverá um dia, que vamos respeitar a diferença sem nos sentirmos ofendidos e entendermos que o amor se manifesta de inúmeras maneiras e que o seu não é melhor que o meu, mas que todos tem direito a expressá-lo da forma que quisermos.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

SOBRE A MAR - Circuito Ribeira, neste domingo 5



Integrando a programação do Circuito Ribeira, os atores Dálet Cruz, Isabelle Boettcher, Kédma Silva, Luã Sarmanho e Thiago Medeiros apresentam a intervenção cênica SOBRE A MAR...

A obra é livremente inspirarada em obras, textos, poesias, fragmentos, imagens de Caio Fernando Abreu, Michelle Ferret e Jean Sartief ( Para uma avenca partida, Vela e chuva e Segredo, respectivamente).

A apresentação acontece em duas sessões - 18h e às 20h30, no Espaço à Deriva (na rua Frei Miguelinho em frente a Casa da Ribeira), mas é preciso chegar pelo menos uma hora antes quando serão distribuídos os ingressos.

A intervenção cênica é resultado de uma pesquisa e construção dramatúrgica que o grupo e seus componentes vem desenvolvendo há algum tempo, tendo sempre o mar como princípio norteador de referências múltiplas.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

DOIS EVENTOS NA CASA VERMELHA EM UM SÓ DIA!!! IMPERDÍVEL!!


DIA 27 de dezembro - às 19h
Lançamento do Catálogo Interações Florestais 2010 Terra UNA

- bate-papo com Jean Sartief - artista potiguar que participou do projeto;
- projeção de vídeos;
- distribuição dos catálogos + dvd

...Celebração de artista - de 2010 para 2011

+ música + alegria + confraternização + comes e bebes (traga algo para compartilhar!!) + sonhos + performances + arte + cultura + desejos + amor + respeito + poesia + dinheiro + desejos + políticas públicas + projetos + propostas + idéias + e + e + e +...

casavermelha1.blogspot.com
na Vila de Ponta Negra, logo após a Praça do Cruzeiro

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lançamento do Catálogo Interações Florestais na CASA VERMELHA




Neste dia 27 de dezembro, às 19h, será lançado no Centro de Arte e Cultura Contemporânea Casa Vermelha, o catálogo do Prêmio Interações Florestais 2010, que teve a participação do artista potiguar Jean Sartief.

Haverá projeção de vídeos, música, entrega do catálogo + dvd, bate-papo com o artista e uma confraternização proposta pela Casa Vermelha.

Mais: casavermelha1.blogspot.com

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Exposição DESLOCAMENTOS VIVÊNCIA, ARTE E AMBIENTE


Os artistas Mayra Martins Redin (RS) , Caroline Valansi (RJ), Jean Sartief (RN) e Aslan Cabral (PE) expõe de 29 de outubro a 26 de novembro, no Instituto de Arte Contemporânea - IAC, o resultado da residência artística Deslocamentos: Vivência, Arte e Ambiente. A residência é resultado do edital da Rede Nacional Funarte de Artes Visuais, em sua sétima edição.
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O IAC fica na Rua Benfica, 127, no bairro de Madalena.
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A visitação acontece de segunda à sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h
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Imperdível

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ARTE E ECOLOGIA EM TERRA UNA

Uau...muitas novidades!

Voltei do Prêmio Interações Florestais Terra UNA que aconteceu em Minas Gerais. Aqui compartilho com vocês o meu projeto e o projeto de 2 artistas maravilhosas (Mayra Martins Redin e Caroline Valansi) além da super pesquisadora, crítica e editora da revista Tatuí, Ana Luisa Lima que sendo pouco desenvolve um trabalho lindo com fotografia e encontro de afinidades (Religare).




Religare... Ana Luisa e Mayra Redin rasparam a cabeça juntas. Esse é o Religare, ou melhor, o Religare é muito mais que isso...é preciso viver junto a alguém que você admira.







Aqui Mayra (com cabelo) e o filó para coletar chuva, orvalho, sereno, gotículas e sonhos...





Caroline Valansi fotografando seu Ninho de Gente! Obra linda...aconchegante...todo mundo entrou no Ninho de Gente!



Aqui está minha caixa de som ambulante trocando depoimentos de pessoas e sons da natureza.

Veja mais sobre os projetos aqui

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Prêmio Interações Florestais divulga resultado


O Prêmio Interações Florestais - Residência Artística TERRA UNA divulgou ontem o resultado do processo de seleção baseado no modelo autogestionário, ou seja, é uma metodologia que se baseia na discussão e ação a partir dos próprios participantes, sendo assim, cada um dos inscritos teria que votar em 9 projetos (uma vez que o décimo voto seria para seu próprio projeto). Todos os projetos estão disponíveis no site e a interação virtual foi muito positiva com vários comentários e trocas entre os artistas. Somados a estes votos teve a votação da conselho organizador mentores do Terra Una, cujos votos tem peso 3. Assim, forma escolhidos os 10 projetos selecionados para o Terra Una, de forma participativa, democrática, aberta, horizontal e auto-curatorial.

A residência artística acontecerá em 3 períodos (fevereiro, março e abril). A Durante esses meses os artistas poderão vivenciar e interagir com outros artistas, com a população local e com a ecovila e com o Ponto de Cultura.

Os selecionados são, por quantidade de votos:

1 - PALAVRA VIVA - Jean Sartief - RN
2 - OUTROS HABITATS – Shima - SP
3 - CAMINHAR ATÈ LIBERDADE SÒ VER ESTRELAS NO CÉU - paulo sérgio da silva - MG
4 - A PALAVRA , A PÁGINA, O LIVRO / O BARRO, A PAISAGEM, O CAMINHO - Lucas Dupin - MG
5 - HOMINIDAE - Ricardo Alvarenga - PR
6 - TRANS-FORMA - caroline valansi - RJ
7 - CARTOGRAFIA DO INDIVÍDUO - Anna Thereza - RJ
8 - COLHER CHUVA - Mayra Martins - RS
9 - POENTE – Barbara Rodrigues - SP
10 - ESTÓRIAS DA FLORESTA - Milena Durante - SP

Projeto Palavra Viva -

Particularmente me sinto muito feliz de ter sido o projeto mais votado, o que aumenta a responsabilidade com muito carinho e fico muito honrado de estar representando o Nordeste também.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

EXPOSIÇÃO SOBRE AS ÁGUAS, SOLIDÃO E O OLHAR


A exposição Sobre as águas, a solidão e o olhar se apresenta como um tecido em que se enredam e tramam histórias de 14 artistas procedentes de diversos contextos geográficos, que exibem obras recentes, realizadas nos últimos três anos, e também produções específicas para este projeto.


Um projeto colaborativo concebido a partir da coincidência de interesses na natureza, na paisagem e no território de artistas que transitam e habitam espaços e tempos, propondo ao espectador novas perspectivas ao olhar, a partir das possibilidades poéticas da relação “corpo artista” (Christine Greiner) com as águas, sejam estas como mar, rio, chuva, sonho ou desejo. Isto se vincula com a viagem e com a escolha de uma morada: o lugar da vida, dos costumes, dos valores. E o trânsito: a migração, o movimento, o fluir constante, o fugir.


Criado e coordenado por Marcus Vinícius, este projeto é fruto de suas memórias, cheias de fascínios por mares, rios, cachoeiras e toda a vida que se desenvolve sob e em volta das águas. São corpos dialogando entre si. Um projeto repleto de pequenas histórias que transmitem, em uníssono, possibilidades de mergulhar nas águas da poesia.


OS ARTISTAS


Marcus Vinícius

Barbara Rodrigues

Valeria Cotaimich

Flavia Vivacqua

Renan Araújo

Jean Sartief

Verónica Meloni

Henrik Hedinge

Fabiana Wielewicki

Marcelo Gandhi

Waléria Américo

Oriana DuarteShima

Alexandre Mury


Local:

Galeria Homero Massena
Abertura: 15 de outubro
19h

Vitória//ES